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CARTA

18 de novembro de 2009

Quando um olhar observa atentamente as sinuosidades de uma face,

pode-se descobrir que o sentido antes escondido do outro
esteve sempre ali, marcando a face, como o registro de nossas vidas.
 
É como uma gota que cai, e percorre os detalhes do rosto, jovem
ou o rosto envelhecido, como a mão que discorre as linhas entrelaçadas
do amor que se floresce no meio da tempestade, como o calor que
ao filho o colo esquenta e acalanta, em tonalidades singelas da poesia.
 
Minha amada, é como observar a tua beleza pintada em versos
e transcrita em sentidos de esperança. Como o vento que espalha os cabelos
e a transliteração da língua em outra língua. Não como a exatidão matemática
das águias ou a força incontida do coração, mas como a fragilidade do afago,
e a mansidão dos dizeres passados. Há um muro do tempo, há um muro.
 
Entretanto, mesmo sem vê-la rente ao peito, mesmo sem tocá-la com minhas mãos,
quem sabe possa eu tocar-te com o beijos de minhas palavras acariciando o teu rosto,
e descobrindo o oculto do teu ser.
 
Bom dia, minha amada.
 
PS: Por que o amor?
Um dia descobri que tudo passa.
A vida se descai,
a formosura de desvanece:
Somente o amor permanece.
Por que te amo tanto?
Outra questão que a razão não pode conter
em correlações exatas ou precisas,
mas que somente sei dizer:      
É assim.
 
Quem sabe possa eu te encontrar um dia…
 
 
Jailson Mário
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